a fotografia pobre ou espectacular
O que é uma boa fotografia?
Uma fotografia pode ser interpretada de múltiplas maneiras, quer no contexto “tecnicista”, quer no contexto de arte, quer no contexto da informação variada ou básica, quer na eficácia de economia de meios utilizada ou mais substanciada, enfim na natureza dos sentidos apurados de quem as observa atentamente, ou pura e simplesmente na indiferença que é causada ao ver uma imagem.
Compreende-se que no fundo toda a Imagem é fruto natural da criatividade de cada um, que espelha a sua identidade ou perfil de “ver” o mundo, dependendo do “umbigulismo” ou do respeito cultural pela diversidade das formas de “olhar” dos outros no mundo. Uma forma isenta da análise da interpretação do mérito, do Pódium, ou não, de uma Imagem, depende da formação cultural, da educação implícita da forma de estar na vida, do respeito dos valores elementares da criatividade do artista. Será um concurso de fotografia, universal no mérito da classificação atribuída? Pela experiência de diversos autores nesse universo creio que não, pois uma fotografia por si só tem o valor respectivo, não sendo necessariamente ter que ser desprezada, “eliminada” ou enaltecida. A leitura visual das imagens por muito que seja imparcial e isenta, é sempre interpretada de acordo com a forma de “ver” de cada um, daí um júri de um concurso ter diversas formas de análise das mesmas, distribuído pelos elementos de um júri, que quer queiramos ou não, “padecem” de uma “cegueira” na forma de “ver” as imagens, que é aliás “salutar”… em parcas palavras “uma forma de identidade personalizada” num conjunto de vários protagonistas. Uma fotografia sujeita a uma apreciação de um júri de um concurso tem o seu valor só para isso, “nada mais”, daí o “êxtase” dos contemplados. Se a mesma fotografia fosse apreciada dentro do mesmo âmbito por vários júris “exemplares” constituídos, verificaríamos o quanto de diferente seria nos seus resultados. De uma coisa é certa, quanto mais for a diferença ou a rotação de um júri de qualquer concurso “mais genuína” será a isenção da análise de uma fotografia, pois caso contrário cria-se “vícios” na análise de uma Imagem.
Por outro lado especialmente nos sites de fotografia na Internet em que existem concursos de fotografia anónimos, os respectivos autores são sujeitos a uma apreciação mais “pura”, mais “genuína” tendo em conta que os votantes hajam de boa fé, pois muitas vezes é reconhecido o trabalho dos possíveis membros e se estes não tiverem o cuidado de não dar informação adicional às fotografias menos estão vulneráveis a situações de má fé.
“ cada vez que adquiro mais conhecimentos aprofundados sobre conhecimentos técnicos e avaliação, menos tenho a capacidade de avaliar e apreciar com ´´olhos de ver´´ ”
josé m f coutinho