Como fazer uma exposição de fotografia?
Fazer uma exposição num café é simples, é fácil, basta contactar os proprietários, e mostrar-lhes parte dos trabalhos a expor ( 6 obras no mínimo ) e depois de aceite delinear datas para expor. Se a exposição é para ser feita num hotel deve-se contactar a direcção do hotel e apresentar a proposta da realização da exposição com parte dos trabalhos ( 10 obras ). Se queremos concretizar uma exposição num Museu, Centro Cultural, Câmara Municipal, Instituição de Artes, Galeria de Artes, deve-se apresentar proposta da realização da exposição e enviar de preferência um portfolio digital com a indicação no mínimo de biografia, curriculum, obras e contacto, e se possível todas as Obras a expor em suporte digital para apreciação.
Para se realizar uma exposição boa e com uma excelente apresentação, sugere-se o seguinte:
Local da exposição: convêm previamente saber as dimensões do espaço a expor para delinear a quantidade de obras possam ser expostas, tendo em conta os possíveis tamanhos dos Trabalhos.
Tamanho das Fotografias: sugere-se o tamanho 20 x 30 cm pois os encargos ficam mais baixos, claro está se a fotografia for de 30 x 40 cm torna-se certamente mais apelativa e se uma fotografia for da dimensão de 1.39 x 0.90 cm então ficará com um impacto privilegiado.
Suportes para as fotografias: tendo em conta o tamanho das fotografias existem várias opções:
- Tendo em conta que as fotografias tenham dimensões pequenas e que se pretenda a custos baixos sugere-se que as mesmas sejam coladas com cola de spray próprio para fotografia, à medida da fotografia num “cartão de arquitecto” ( vulgarmente conhecido como – kline - cartão fino com espuma entre as duas superfícies ) e que estas sejam suportadas num kline de fundo com maiores dimensões através da fixação por velcro. Aconselha-se que para Obras de dimensão até 20x30 cm seja usado o kline de 0,5 cm de espessura, as obras até 30 x 40 cm deve-se usar o kline de 1 cm, porque o kline é um material muito frágil e se estiver sujeito a humidade facilmente empena. Os trabalhos são suportados por dois alfinetes de cabeça onde se aplicará uma linha de croché que por sua vez será afixado um arame de dimensões o mais reduzido possível para melhor se afixar as alturas uniformes dos trabalhos. Pode-se também colar as fotografias em MDF (Medium Density Fiberboard) ou placa de fibra de madeira de meia densidade, ou então em kmonse que é um material mais estável e não empena com facilidade.
Um exemplo deste processo: Claustro Bar
- Tendo em conta locais privilegiados sugere-se a elaboração de molduras personalizadas pois comprar molduras baratas tornarão a exposição pouco apelativa. A impressão das fotos deve ser a cargo de uma boa empresa de fotografia, caso não seja realizada num laboratório a preto e branco individual. Nos locais privilegiados é preciso ter em conta as dimensões mas sugere-se que estas nunca tenham uma dimensão maior que a largura interior do porta bagagens do veiculo automóvel por onde as Obras são transportadas com regularidade. Trabalhos de superior dimensão só devem ser efectuados quando o local das obras a expor é a titulo de exposição permanente sem limite de datas, ou no caso de haver compradores para as Obras fazer de acordo com as medidas acordadas entre as partes.
Na eventualidade de as Obras levarem " passpartout " sugere-se que o cartão utilizado seja " acid free ", e de cores que contrastem bem com a generalidade das Obras. Aconselha-se também que as Obras quando levarem " passpartout " não tenham dimensões mínimas, mas sim dimensões que permitam " respirar " os Trabalhos.
Em relação ao vidro aplicado nas Obras o vidro normal é o mais utilizado sendo aconselhável o vidro " museu " por possuir um tratamento multi-coating, embora este seja muito caro. O vidro anti - reflexo altera o contraste das cores e se as fotografias forem feitas em papel brilhante altera para a visualização para mate com este tipo de vidro.
Um exemplo deste processo: Museu da Cidade - Edificio Chiado - Coimbra
Custo das Obras: sugere-se que os encargos das obras sejam 40 % relacionados com a produção das mesmas. Existe uma corrente de pensamento em que se vender as obras a preços baixos ( nunca inferiores ao preço de custo ) a probabilidade de os autores serem conhecidos é maior.