estado d´alma - the essential - project

ESTADO D´ALMA - THE ESSENTIAL

projecto  de exposição de filosografias

MUSEU DA CIDADE - EDIFÍCIO CHIADO - COIMBRA

12 de Janeiro a 26 de Fevereiro de 2006

José M. F. Coutinho apresentou um portfolio de fotografias ao Museu da Cidade - Edifício Chiado - Coimbra, tendo sido aceite pela responsável  do espaço cultural, assim como pelo vereador da Cultura, Dr. Mário Nunes. Nas palavras destes responsáveis, esta exposição foi a primeira realizada de fotografia derivado ao elevado grau artístico da temática inerente.

José M. F. Coutinho deu a conhecer o seu espolio de arte fotográfica a Telo de Morais e a João Igor, duas referências idóneas importantes para o autor, uma que representa um percurso longínquo no Mundo da Cultura e das Artes e conhecedor deste meio em mais de meio século de existência, e outra que representa a entrada jovem no mundo das Artes, com poucos anos de afinidade com a Cultura e Artes mas muito representativo e já conhecedor do domínio das Artes Clássicas e representativo na nova geração de artistas da Cultura Contemporânea e Moderna. Ambos conhecedores dos valores visuais do passado e do presente, seleccionaram do espólio das cerca de 15 000 fotografias analógicas, 25 obras mestras que representam a identificação mais original do artista, em que este se serve da câmara fotográfica para captar o que " vê " e que " pinta " na " tela fotográfica " as suas obras de arte, que são o " punctum " mais elevado do seu " olhar ". Se é que existe no Mundo das Artes Modernas uma corrente " humanista " é aí que José M. F. Coutinho se revê como artista.

Segundo Eve Fonseca, nesse universo que é a " photographya ", José M. F. Coutinho leva os momentos “ clicados ” ou elaborados ao seu mundo onde se identifica a sua personalidade mais exposta. De acordo com dois pensamentos de sua autoria " a fotografia é para a vida… o que a educação é para a alma " e " experiêncio nos momentos fotográficos a liberdade, é lá que me sinto livre ", reflecte bem, na generalidade do seu percurso, a  sua forma de estar na fotografia . O autor “ transporta ” para a sua arte, uma grande parte do seu carácter, identifica-se a sensibilidade criativa meramente “ intuitiva ” segundo palavras do artista. Os seus afectos, sentimentos e emoções “ respiram ” na tela fotográfica, “ é neste meio que representa melhor a sua personalidade e o seu carácter ”. Quando sai com a câmara fotográfica sem rumo definido… o prazer, o gozo, a tranquilidade, a paz, a serenidade do que adquire a observar…coisas simples e também complexas…em algo que se traduz ao ver as fotografias deste artista, espelham a ideia de Roland Barthes num ensaio sobre a fotografia naquilo a que ele chamava o " punctum " da foto. O “ punctum ” tanto pode sentir do que revela uma presença ou uma ausência, um pequeno pormenor às vezes, mas que só o bom observador fotográfico o capta e é esse pequeno ponto que dá alma à foto, que a torna diferente de uma foto comum.

Estas obras reunidas estão enquadradas no tema " filosografias ". Filosografias porque? Um autor do website de fotografia 1000imagens, Victor Cid, num comentário a uma  fotografia deste autor, considerava as suas fotografias " filosografias ". Como nada ocorria, José Coutinho expunha as suas fotografias no tema " pessoas " até Setembro de 2005. De facto o tema que mais se ajusta à mensagem visual das fotografias deste autor foi a que Victor Cid definiu e muito bem " filosografias ". José M. F. Coutinho não sabe como agradecer a este autor a satisfação profunda que lhe deu ao " encaixar " neste tema as suas fotografias, em que andava sem identificação textual do seu trabalho, " encaixe " este, perfeito, para a sua forma de estar no Mundo das Artes. É que as fotografias que faz revestem-se sobretudo de um estado d´alma sereno quando as regista. Muitos autores sugerem que o tema seja encaixado na maioria das fotografias em " grafismos ", mas o autor acha que é um tema demasiado " directo " para os leitores visuais. De facto prefere e identifica-se em encaixar em temas que obriguem a reflectir mais, e que na relação " fotografia " mais o " título " e indicação do " tema " levem a leituras visuais mais elaboradas das pessoas que as vêm, e sintam em " liberdade " o " olhar " do artista, em que cada observador a partir dos " elementos " que lhe são fornecidos, os levem a " horizontes do seu imaginário, de leituras livres " em que cada pessoa " respirará " o que lhe melhor lhe vai na alma.

José Ramos, outro entusiasta do mundo da fotografia, achou por bem, tendo em conta o conhecimento que tem do autor e das suas obras, aconselhar que estas fossem definidas como " the essential ". Esta é uma exposição em que o factor artístico é considerado essencial, assumindo forma prioritária no modo de partilhar a interpretação de um vasto leque de leituras visuais "humanistas". " estados d'alma - the essential " é a exposição que foi apresentada ao público no início de 2006, no Museu da Cidade - Edifício Chiado, em Coimbra, tendo recebido cerca de 1145 visitas.

Apresentam-se as obras de " estado d´alma - the essential " que foram seleccionadas entre 1993 e 2005.

Nota: as fotografias foram tiradas em; Lisboa - Rossio, Lisboa- Mosteiro dos Jerónimos, Lisboa - Olaias - Metro, Lisboa Cascais - Guincho, Porto - Museu de Serralves, Vilamoura - Alcharb, Coimbra - Jardim Botânico, Coimbra - Hotel da Quinta das Lagrimas, Coimbra - aCapella, Coimbra - Choupalinho, Coimbra - Parque Verde, Coimbra - Solum, Coimbra - Ponte Rainha Santa Isabel, Coimbra - Quinta da Conraria, Peniche - Hotel Atlântico Golf, Peniche - Alto Mar, Soure - Igreja Paroquial,  Pampilhosa do Botão - Pavilhão Desportivo.

 

portfolio " estado d´alma - the essential "