Singularidades…
Não querendo desvalorizar outras manifestações conimbricenses que têm vindo a realçar a técnica fotográfica como um médium peculiar e capaz de satisfazer os diversos objectivos do Artista Contemporâneo, cabe-nos aqui louvar o singular “ PHOTOGRAPHYAPROJECT ”, assim como o seu notável autor – José Manuel Ferreira Coutinho –, deveras reconhecido no mundo da fotografia artística pela sua fascinante obra poético visual.
Nos dias que decorrem, Coimbra já compreende a fotografia como uma forma de arte, já a coloca ao nível da pintura ou da escultura, e quer por via do destino ou não, há que constatar o notável contributo do “ PHOTOGRAPHYAPROJECT ” para essa compreensão.
Este projecto tem vindo a dinamizar de modo intensivo exposições em locais de fácil acesso ao público, tais como os pequenos bares que se encontram pela cidade, restaurantes e hotéis, mas também em locais mais reservados e selectivos, como são exemplo as galerias de arte e os centros culturais. Bem assim, procura-se fazer chegar aos fruidores, não só, obras pertencentes a artistas de renome, como também, trabalhos realizados por jovens artistas, nacionais e internacionais, que de livre vontade, participam neste projecto.
E é ou não é verdade que só se pode gostar daquilo que se conhece?
Parece que sim. E se as instituições de renome têm vindo a mostrar somente uma elite de artistas, José Manuel Coutinho tem conseguido democratizar a situação, desse modo, oferecendo aos diversos espectadores uma arte para todos e para ninguém.
Paralelamente ao “ PHOTOGRAPHYAPROJECT ” e além da sua obra fotográfica, são várias as actividades que este Homem desenvolve em nome do progresso da fotografia artística nacional, como é exemplo o seu website – www.jmfcoutinho.com – que preza por oferecer ao mundo bons conteúdos sobre fotografia.
Da difícil selecção de imagens, concretizada especificamente para a exposição de filosografias " estado d´alma - the essential ", achamos importante mencionar como obras de referência as imagens “Adão e Eva”, pelo seu perspicaz jogo erótico; “Serenidade”, “Equilíbrio” e “Harpa” pelo minucioso enquadramento e inteligente captação, já característica deste artista do Ver; “Segredo” e “Lágrima”, pela mistura singular do belo com o triste; “Espíritos da Chuva” e “Suave Brisa de Verão”, por se destacarem de um leque de imagens onde predomina o motivo – água – como símbolo da vida, da serenidade, do sonho e da ordem.
Perante a obra de JMF Coutinho, somos convidados a dançar com uma fantástica poesia visual cujo espectáculo poderá ser inesquecível caso queiramos ou saibamos ver mais do que nele existe…
J.I. - 14 de Novembro de 2005